O barqueiro, o lobo, a couve e o cabrito

O barqueiro chegou ao pé do rio, tinha lá o barco e um lobo, uma couve e um cabrito para mudar de margem, queria passar tudo lá para o outro lado do rio e só podia levar uma coisa de cada vez.

– Como é que eu faço isto? Se levo o lobo, o cabrito come a couve, se levo a couve, o lobo come o cabrito.

Bateu na cabeça e disse assim, já sei, levo o cabrito para o outro lado do rio, porque o lobo não comia a couve.

Chegou lá, deixou lá o cabrito, voltou-se para aquele lado levou o lobo, mas trouxe o cabrito para cá, deixou o cabrito, levou a couve para o pé do lobo e depois foi buscar o cabrito.

Manuel Cipriano

Corte da Velha

20-11-20

[ Para Manuel Cipriano há duas constantes na vida, o tabaco e a matemática. Quer dizer, se a matemática está em qualquer estudo que se faça, também o tabaco está em qualquer problema de saúde que se tenha. Mas este conto não tendo tabaco, tem algo de matemática].

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