contos ao largo

Promovemos encontros onde o convívio se faz a contar e escutar, a que chamamos Contos ao Largo, numa clara alusão à fruição cultural neste espaço público, bem como, à expressão ´passar ao largo’, ou seja, passar a uma distância considerável, que nos relembra a situação pandémica que actualmente vivemos. Iniciamos cada sessão com histórias locais já recolhidas, por forma a alicerçar o projecto na memória colectiva da comunidade, apelando à participação e explorando modos de interacção. Contamos histórias ao mesmo tempo que convidamos as pessoas a partilharem connosco contos antigos, histórias de vida, partes ou outras narrativas, e assim, juntos/as vamos construindo este encontro.

Num primeiro momento de preparação reunimos com as juntas de freguesia, passo essencial para o envolvimento com a comunidade. Com estes responsáveis, que medeiam a nossa relação com a população, acertamos aspectos importantes, como: o dia mais justo, a hora que melhor calha, e claro, o sítio aonde nos haveremos de juntar. Nas vésperas de cada sessão de Contos ao Largo realizamos uma visita prévia ao monte ou aldeia para nos darmos a conhecer, vermos o espaço, afinarmos detalhes com as sociedades ou associações locais, conhecermos e convidarmos pessoas, fazermos divulgação de boca em boca…enfim, construirmos um trabalho de proximidade.

Depois de realizada a sessão de contos, que gravamos em audio, fotografamos e filmamos, veremos aparecer as imagens, os textos, os objectos, as histórias recolhidas e recontadas e os vídeos, com as vozes das gentes e os sons dos lugares. Faremos o tratamento deste material que partilhamos online, para que mais pessoas as possam conhecer e contar. Porque as histórias a todos/as pertencem.

Pedro Bravo

A paciência

[Eu não sou de cá mas quero ser daqui, já estou cá há trinta anos, vim e adorei este povo,

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