A aldeia que nos fez rir e convidou a voltar

Santana de Cambas recebeu-nos tímida no começo e calorosa logo a seguir.

Já na véspera descobríramos que havia nesta aldeia quem se animasse ao serão contando pequenas histórias e anedotas. O que haveria de vir no dia seguinte foi sugerido, quando, entabulando conversa com um grupo de senhoras, percebemos que éramos esperados e que ali havia risos a brotar dos rostos e da vontade.

Passámos, portanto, um belo serão no adro da igreja, com contos, anedotas e outros apartes. Escutámos, rimos, partilhámos e participámos neste encontro cultural, que tanta falta nos faz a todos e todas.

O humor, que nos tinha piscado o olho no dia anterior, veio no seu jeito atrevido fazer as honras da casa. Se tínhamos já ouvido falar do jeito das gentes do Alentejo para as anedotas, nesta noite ouvimo-las contar, o que teve um sabor especial, pela alegria e pela intensidade de comunicação que se geraram.

Uma das histórias que trazemos ganha uma nova expressão: ‘Papa aqui, papa ali!’. A frase, salta da boca de um habitante desta aldeia para a história da moça que não quer dar a quem lhe pede comida. E assim se vão juntando os pontos aos contos, e neste amealhar, os contos se vão tecendo em nós.

Haveremos de voltar, temos pessoas que nos esperam, que estão a recordar histórias antigas para nos contar. Em breve contarão connosco.

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