As histórias viajam de terra em terra

Também é de botas que as histórias viajam.

Ontem estivemos na Corte Pequena e ouvimos uma história de um vizinho da Corte da Velha. Ainda que algo distantes, a memória de vizinhos de outras aldeias permanece.

O Paulino ia de bicicleta trabalhar á Mina da Balança e aí acompanhava com os mineiros da Corte Pequena. Certo dia, em que na hora de almoço os homens jogavam à bola, equipados com a roupa do trabalho e as botas de borracha, ao dar um chuto na bola o Paulino viu-se com a bota pelo ar e descalço, apresentando os peúgos rotos. Foi uma risota, mas ele não se ficou:

  • Bem se podem rir! Tenho lá em casa catorze pares ainda por estrear…
  • E assim o Paulino, já falecido há um bom par de anos, permanece na memória tanto da sua aldeia, como na da Corte Pequena.
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